Tipos de vinhos – diferenças que se percebem na taça e no paladar

Vinhos Brancos Aromáticos

São vinhos que mais parecem saltar para fora da taça. Flores como rosas e frutas de polpas brancas, amarelas e também as frutas cítricas destacam-se neste cativante estilo de vinho.

Os Vinhos Brancos Aromáticos podem ser secos ou levemente doces, o que os fazem ser muito apreciados pelos paladares mais sensíveis e por quem está começando a degustar vinhos. É um estilo de vinho branco onde o prazer não está apenas em bebê-lo, mas também passar um bocado de tempo apreciando seus aromas que emanam da taça e entorpecem o nariz.

Alguns exemplos de uvas que proporcionam vinhos brancos aromáticos:

Riesling
  • Arinto
  • Antão Vaz
  • Gewürztraminer
  • Malvasia
  • Moscatel
  • Riesling
  • Torrontés
  • Viognier

Vinhos Brancos Leves

São vinhos jovens de pouco corpo e acidez acentuada, que apresentam enorme leveza, intenso frescor e, em alguns casos, muita mineralidade. Na maioria quase absoluta dos casos, não passam por barris de carvalho, justamente para manter o frescor e os aromas e sabores frutados.

São vinhos indicados para o consumo imediato e devem ser servidos em temperaturas mais baixas, praticamente gelados. Combinam perfeitamente com dias de intenso calor. Apresentam aromas que lembram a frutas frescas e cítricas, além de maçã verde, pêra, algumas ervas. São perfeitos no acompanhamento de pratos leves com certo nível de acidez.

Alguns exemplos de uvas que proporcionam vinhos brancos leves:

Alvarinho
  • Alvarinho
  • Chardonnay (sem passagem por madeira)
  • Chenin Blanc
  • Sauvignon Blanc
  • Muscadet
  • Pinot Gris/Grigio

Vinhos Brancos Encorpados

São vinhos brancos mais ricos e densos, de menor acidez e muitas vezes amadurecidos em barris de carvalho.

O estágio em barris confere aos vinhos brancos encorpados aromas e sabores muito particulares, onde, coco, baunilha, manteiga e mel, que inclusive podem ser sentidos logo ao serem servidos. No paladar, uma das principais características deste tipo de vinho é apresentar uma agradável textura cremosa e amanteigada.

Outra característica muito apreciada neste tipo de vinho é a sua maior capacidade de envelhecimento em garrafa, com alguns grandes brancos podendo ser guardados por 10 ou mais anos.

Alguns exemplos de uvas que proporcionam vinhos brancos encorpados:

Verdelho
  • Rabigato
  • Chardonnay
  • Verdelho
  • Roupeiro
  • Marsanne
  • Roussanne
  • Sémillon

Vinhos Tintos Leves

Vinhos de pouca estrutura e de cor vermelha mais pálida, onde muitas vezes é possível ver através deles, quando colocados na taça. Geralmente, os vinhos tintos leves  apresentam aromas intensos de frutas vermelhas, são mais ácidos, apresentam menos taninos e têm teor alcoólico mais baixo.

E são as regiões de clima frio que produzem alguns dos mais apreciados vinhos deste estilo, que são perfeitos na harmonização de pratos leves que acompanham molhos com certo nível de acidez.

Alguns exemplos de uvas que proporcionam vinhos tintos leves:

Pinot Noir
  • Pinot Noir
  • Pinotage
  • Bonarda
  • Cinsault
  • Gamay
  • Grenache (Garnacha)

Vinhos Tintos Moderados

No grupo dos médios encontram-se os vinhos tintos que estão no meio do caminho, entre aqueles considerados leves e os encorpados. Isso faz deste grupo de vinhos muito versáteis em termos de harmonização.

Geralmente, os Vinhos Moderados se apresentam na taça com intensos aromas de frutas vermelhas. Na boca tem acidez mediana e taninos moderados.

Em tese, as uvas que geralmente são usadas para produzir os Vinhos Moderados podem ser usadas para gerar vinhos mais intensos, mas isso vai depender muito da região onde são cultivadas e das técnicas de vinificação empregadas.  Os Vinhos Moderados combinam muito bem com pratos de estrutura e sabores moderados.

Alguns exemplos de uvas que proporcionam vinhos tintos moderados:

Merlot
  • Merlot
  • Cabernet Franc
  • Carménère
  • Castelão
  • Jean
  • Mencía
  • Negroamaro
  • Sangiovese

Vinhos Tintos Encorpados

Vinhos de cores mais escuras (normalmente de uvas cultivadas em regiões de clima mais quente), com intensos aromas de frutas negras e compotas, densos e que preenchem a boca de forma significativa.

Vários são os fatores que contribuem para que um vinho seja definido como encorpado, tais como: são provenientes de uvas de cascas grossas, grande presença de taninos, níveis elevados de álcool, geralmente passam por amadurecimento em barris de carvalho e possuem fermentação malolática – técnica usada para corrigir e balancear a acidez do vinho e que geralmente o deixa com maior textura.

Alguns exemplos de uvas que proporcionam vinhos tintos encorpados:

Touriga Nacional
  • Cabernet Sauvignon
  • Malbec
  • Syrah (Shiraz)
  • Touriga Nacional
  • Tannat
  • Tinta Roriz
  • Alicante Bouschet
  • Aragonez

Vinhos Rosés

São vinhos que apresentam uma uma acidez ligeira, baixo teor alcoólico e um corpo leve, especialmente. Portugal é um dos grandes produtores de Rosés do mundo. Os Rosés são uma alternativa fresca e frutada aos brancos secos.

Este tipo de vinho é produzido por meio de diferentes processos. O mais comum é semelhante ao processo de produção dos tintos, ou seja, graças ao contato do líquido com as cascas das uvas, ao longo do processo de fermentação. Neste processo, será o tempo de contato do mostro com as partes sólidas da uva que determinará a intensidade da cor do vinho.

Há ainda outras duas maneiras de se obter Vinho Rosé. O “Corte” é o processo em que se misturados vinhos brancos e tintos. Por fim, há a “Sangria”: ao longo do processo de maceração das uvas tintas, uma parte do suco é retirado da cuba.

Alguns exemplos de uvas que proporcionam vinhos rosés:

Tempranillo
  • Cabernet Sauvignon
  • Pinot Noir
  • Tempranillo
  • Touriga Nacional
  • Malbec
  • Merlot
  • Mourvedre
  • Sangiovese
  • Syrah

Vinhos Espumantes

É um tipo de vinho, cujos métodos de produção foram teoricamente aprimorados na França. Não por acaso, a Champagne é um tipo de espumante.

Por definição, um Espumante é todo vinho que sofre uma segunda fermentação alcoólica e cujo gás carbónico (a falada “bolha”) é naturalmente retido no recipiente. Quando a segunda fermentação se dá na garrafa, é denominado método tradicional ou champanhês. Quando a segunda fermentação se dá em outros recipientes,  é denominado método Charmat, que é quando o vinho é passado por diferentes tanques (onde o vinho fermenta e envelhece), Este método é chamado “Contínuo”.

Refrescantes no calor do Verão e calorosos no frio do Inverno, os vinhos espumantes são perfeitos para peixes e mariscos. São também uma escolha ideal para saladas temperadas – a acidez e a sua delicada doçura combinam em perfeição com o tempero. Os espumantes são classificados de acordo com o nível de açúcar e, consequentemente com a doçura apresentada.

Alguns exemplos de uvas que proporcionam vinhos espumantes:

Chardonnay
  • Chardonnay
  • Pinot Noir
  • Pinot Meunier
  • Baga
  • Bical
  • Maria Gomez
  • Malvasia Fina

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